PES (AyA)

PES (AyA)
Pesquisas e Experiências Subjetivas Anarkia y Ayahuasca Entre Parênteses

Comentários Libertários sobre a Ayahuasca e seu momento "bola da vez" da mídia - (primeira parte - revistas semanais)

Comentários Libertários sobre a Ayahuasca e seu momento "bola da vez" da mídia - (primeira parte - revistas semanais)


Sou terapeuta há 20 anos e nos últimos três anos me envolvo numa pesquisa com o uso da ayahuasca. Nos últimos meses, três revistas de circulação semanal e nacional PUBLICARAM BESTEIRAS SOBRE A AYAHUASCA em MATÉRIA DE CAPA.
A primeira foi a ISTO É, que aproveitou a publicação do Diário Oficial sobre o uso da ayahuasca e criou uma matéria sensacionalista e cheia de erros. Recebi na Internet variados artigos criticando a matéria da revista e criei este BLOG para publicar também um texto crítico de minha autoria. Após isso, expandi esse BLOG para outras informações sobre o tema da ayahuasca e, nessa semana, juntas as revistas ÉPOCA e VEJA fazem sua função de tentar jogar merda no ventilador.
Jogar merda me refiro a jogar informações e pontos de vista mentirosos, paradoxais. E ventilador é a grande mídia, que tem o poder de lançar, sempre superficialmente (sem conteúdo, oco) e de forma bem descartável, seja nas capas das revistas que são semanais, seja até aparecer outra "bola da vez" como foco das sensações.
O poder dessa comunicação virtual, pessoal que pratico nesse BLOG, como inúmeras pessoas o fazem, não é o da grande mídia (que também está no virtual e pessoal). Mas nessa comparação é o que nos protege de sermos atingidos por essa merda no ar, pois temos outras informações, que na maior parte das vezes são o não-oficial, e outros pontos de vista sobre o assunto.
Assim, esse BLOG vai procurar fazer o caminho da objetividade–entre-parênteses, na terminologia de Humberto Maturana, mas com a prática do Anarquismo-entre-parênteses advindo das Teorias & Somaiê de Rui Takeguma, no exercício de sessões de ayahuasca que são chamadas de Pesquisas e Experiências Subjetivas Anarkia Y Ayahuasca entre Parênteses, as PES (AyA).(*)

Tenho visto e lido muito material que saiu publicado on-line na Internet sobre o assunto, inclusive linkando alguns, mas considero importante colocar meu ponto de vista. Seja porque, como o Glauco (que foi assassinado), sou "distribuidor" de ayahuasca (ele como padrinho do Santo Daime na Igreja Céu de Maria e eu como pessoa física conduzindo pesquisas e experiências numa abordagem religiosa diferente da visão convencional). Seja porque muitas pessoas que irão defender o Glauco e o Daime têm o limite da visão proibicionista/legalista. Seja porque esse incidente recente toca em outro assunto que possuo uma visão diferenciada: a questão das doenças mentais. Seja porque conduzo uma técnica terapêutica - a Somaiê - QUE NÃO USA A AYAHUASCA, mas a tenho comparado com as sessões de ayahuasca, e venho escrevendo e pesquisando o assunto. Seja porque nesses três anos e 56 sessões que conduzi, servi ayahuasca para 181 pessoas e dessas 95 nunca tinham bebido antes, e talvez algumas dessas pessoas se interessem em como observo o momento presente e essas polêmicas todas...

ÉPOCA - Na capa coloca a pergunta "O daime provocou o crime?". Eu respondo: CLARO QUE NÃO!! Esse argumento de localizar alguma coisa no criminoso pra justificar o crime é absurdo. Os que são contra a maconha podem dizer que por ele fumar maconha, cometeu o crime. Acho que pode até aparecer um vegetariano e dizer que ele cometeu o crime por ele ser carnívoro (nem sei se o é, mas brinco e exagero com o assunto pra mostrar o absurdo da premissa usada na pergunta). Se o Daime provocasse o crime, teríamos muitos mais assassinatos (nas revistas aparece que são 19 mil, mas creio que sejam pelo menos 50 mil que usam frequentemente a ayahuasca, e se formos contar quem já experimentou e repetiu poucas ou nenhuma vez, o número deve subir substancialmente). Eu com minha pesquisa já teria produzido 362 mortes, já que quem pensa que o Daime provoca o crime deve achar que produzirá crimes iguais, matando 2 pessoas. Na revista, como argumento reacionário, se coloca que a ayahuasca possui DMT "que a farmacologia policial classifica como uma droga psicoativa do tipo A - o mesmo da heroína e cocaína". Chamo de argumento reacionário pois procura levar as pessoas a associarem o DMT e ayahuasca a outras drogas pesadas, mas OMITE o fato farmacológico de que o DMT é NATURAL ao nosso organismo. Não só o homem, como todos os mamíferos, inúmeras plantas e algas possuem o DMT de uma forma endógena, isto é, que nós mesmos fabricamos. A revista VEJA também traz a informação da proibição do DMT e ainda valoriza o fato de 183 países seguirem uma lista da ONU na qual a DMT está proibida. ESSA PROIBIÇÃO É RECENTE (1970) e foi imposta de forma absurda pelos EUA. Com essa proibição a espécie humana se tornou ilegal, pois não só transportamos DMT para onde andamos, mas inclusive produzimos DMT, enfim, somos fábricas ambulantes de uma droga ilícita - o DMT. Colocando dessa forma se vê claramente como as legislações são absurdas, ultrapassando em muito a função original para que foram criadas (volto a isso mais adiante). Nessa linha nazista/fascista, daqui a pouco terá cientista dizendo pra extirparmos a glândula pineal, pois não ficaremos ilegais por produzirmos a DMT (se é que é lá que é produzida). E, pelo contrário, adotar uma linha humana, seria aceitar a natureza e DESLEGALIZAR o DMT. Isso é, não precisamos legalizar, legislar e controlar (se tem lei, tem que ter quem as regulamente e depois as vigie, e haja corrupções nesse itinerário). Tirar o DMT das leis quebraria com esse paradoxo legal não explicitado (ou seja omitido, ocultado) pelas revistas.
Não vou esmiuçar o texto das revistas (como fiz no texto anterior sobre a revista ISTO É) e termino o comentário sobre a ÉPOCA, citando como, diferente da VEJA, optaram por uma capa LEVE e BONITA: fundo branco, e uma imagem estilizada de um cipó fazendo a moldura da revista. Não sei se foi proposital (por exemplo com um responsável pela confecção da capa que é daimista), mas imagino que não, mas o resultado final fica interessante: POIS O CIPÓ (justamente a força da ayahausca) ENCOBRE O NOME DA REVISTA, MUDANDO ELE PARA: É OCA. O que se torna uma boa definição de sua matéria de capa.

VEJA - A veja consegue manter a tradição de revista mais reacionária. Classicamente sabemos que é uma revista pra se ver e não se ler, afinal o imperativo é "veja" e não "leia". Por isso a diferenças das capas, essa muito mais sensacionalista que a outra. Mas no caso da VEJA, vou pontuar mais que a matéria sensacionalista, a CARTA AO LEITOR na página 11. Pois a matéria segue a visão proibicionista em relação ao direito de escolha individual, isto é, quer reforçar a visão absurda de que devemos ter um governo (pessoas) que escolham o que cada indivíduo pode ou não usar ou se alimentar em seu viver. E, como citei antes, isso merece um tópico específico.
Na pagina 11 a VEJA mente descaradamente, usando a mesma artimanha jornalística que apontei no texto anterior (Comentários a revista ISTO É): utiliza paradoxos e quer fixar a última informação. A revista afirma: "o governo federal liberou a utilização sem regras nem limites de uma substância química alucinógena". MENTIRA ARDILOSA, pois a liberação do governo é somente uma conquista de grupos ayahuasqueiros que há várias décadas vem fazendo uso dessa substância com regras e limites. E o governo, após extensas pesquisas, verificou que a forma como os grupos utilizam a ayahuasca, é segura e responsável (o que vem sendo seguido por inúmeros países, inclusive os EUA). A própria revista, algumas linhas antes, afirma a existência de normas de uso (ainda o faz errando datas e informações), para logo adiante omitir/mentir sobre isso pra criar o sensacionalismo da frase que destaquei.
Outro paradoxo proposital da revista, na página 69, é um box chamado "Misturas Perigosas" que coloca a Maconha dentro dessa lista, inclusive com fotos da erva e dois baseados (cigarros), pra dentro do box constar: "Não há relatos de reações indesejáveis". Boa essa informação para quem não conhece as ervas, pois quem as utiliza como eu, sabe que não há problemas, mas de qualquer maneira, para os leitores que seguem o imperativo da revista (ver e não ler), esses podem achar que a maconha estaria numa lista de mistura perigosa com a ayahuasca. Mas, veja o paradoxo, eles incluem na lista para dizer que não deveria estar nessa listagem. Poderiam citar o café, chocolate, açúcar, cigarro, por exemplo...
Outro paradoxo social e político, mas que fica oculto nessas matérias superficiais, é a proibição da DMT, não só no contra-senso absurdo paranóico de se criar (EUA) ou aceitarmos (Brasil e mais 181 países) leis que tornam não só toda a humanidade ilegal, mas como inúmeros outros seres vivos. Isso no futuro será chacota para historiadores e juristas. Mas acaba criando outro paradoxo: de que não se pode pesquisar os efeitos do DMT por ela ser ilegal. Não podemos dizer se ele "faz bem" ou "faz mal" pois é proibido sua pesquisa?? Diferente de outras drogas que foram proibidas, como a cocaína, que era de uso normal há cem anos - Freud usou-a por toda a vida, inclusive receitando seu uso (parou de ministrar após um paciente morrer), e que hoje é proibida. O DMT foi proibido assim que se percebeu como era potente e se parecia, nos efeitos, com outras drogas proibidas. Mas sorte que existem os ILEGAIS responsáveis, os que foram contra os absurdos das leis, estudaram essa substância, descobriram que ela é fabricada pelo nosso próprio corpo e tem funções fundamentais ligadas ao sono, sonhos, e meditações profundas, inclusive pode ser nossa capacidade de perceber o chamado DIVINO das religiões. Acredito que pode ser um novo paradigma das ciências e religiões o estudo da DMT, mas para isso ela não pode ser proibida. E, como outros assuntos, me comprometo a voltar a esse dilema do DMT ser ilegal quando aprofundar minha visão sobre as Leis e a Ayahuasca e outras "drogas".

Como o tema é longo e meu tempo escasso, pois estou abrindo novos grupos de somaterapia em Belo Horizonte e São Paulo, além das aulas de capoeira que mantenho em São Paulo e Visconde de Mauá, e além da pesquisa com a ayahuasca, aproveito um dia de descanso em casa pra refletir sobre esse tema. Na semana que vem, continuo a reflexão indo pro lado das LEIS e das DOENÇAS MENTAIS. Adianto que sobre leis sobre drogas tenho a visão, como a do psiquiatra Thomas Szasz, de que devíamos DESLEGALIZAR as drogas. E como escrevi no meu texto deste ano, EU SOU DEUS, não existe doença mental, mas podemos talvez falar em doentes mentais...

(fim da primeira parte - revistas semanais)

Rui Takeguma, poção da Maromba em 25 de março de 2010.

site oficial - http://p.e.s.vilabol.uol.com.br
site de relacionamento - www.somaie.ning.com
blog - www.pesayahuasca.blogspot.com


OBSERVAÇÃO:

(*) as PES (AyA) são acordos consensuais entre pessoas que bebem ayahuasca sobre a COORDENAÇÃO religiosa de Rui Takeguma(**). Existe um filtro de entrada, em que conversando antes das sessões, Takeguma e sua experiência como terapeuta corporal de 20 anos percebe quem está em condições de usufruir a bebida naquele momento da sua sessão, e só oferecendo a ayahuasca a quem concorda em seguir sua coordenação na sessão, não sair do espaço da sessão até que esta se encerre, e assine um termo de responsabilidade sobre o contexto e sua participação (este quesito será adotado a partir deste momento, como recurso estratégico e melhor esclarecimento (na formalidade) dos aspectos a serem vivenciados).
As PES (AyA) não são um grupo de pessoas, não constitue também uma continuidade ou periodicidade e não possue espaço físico. Rui Takeguma é o único responsável, aluga espaços alternativos e aceita pessoas que queiram beber a ayahuasca numa pesquisa e experiência única. Há pessoas que porventura e coincidência repetem a presença nas sessões, mas isso constitue somente 1/5 dos participantes. Mais da metade dos participantes não haviam bebido ayahuasca antes dos PES (AyA). _

(**) Rui Takeguma se considera Deus e procura com sua pesquisa propor que nessa religiosidade cada um se perceba Deus de seu universo perceptivo, o que normalmente é confundido com a realidade compartilhada por todas as pessoas. Essa religiosidade vivida nos PES (AyA) se parece com o argumento científico da Somaiê (criada por Takeguma) e da Biologia do Conhecer (de Humberto Maturana), pois é a leitura estratégica dentro dos limites dos atuais paradigmas conceituais das ciências e religiões.
Ao se considerar Deus, Takeguma não busca psicoticamente se enquadrar no paradigma que a palavra Deus remete na consciência das pessoas (se bem que muitos só consigam ficar nesse nível de percepção), e sim questionar de que realidade estamos tratando, a da objetividade com ou sem parênteses. Um bom auxílio ao entendimento é a leitura do texto EU SOU DEUS.

FLUXO VISUAL de uma sessão de PES (AyA)


EM TORNO DE 4 a 6 horas de duração:
Fase Vermelha - EGO
Fase Branca - AYA
Fase Azul - FORÇA
Fase Amarela - LUZ
Fase Verde - Conversa-Ação
(veja no www.somaie.ning.com uma comparação com o Fluxo Visual da Somaiê, que dura em torno de 18 meses)

novo depoimento (o quinto deste blog)

Dia 09/03 tomei minha quinta dose do chá, numa sessão que teve um total de 10 'navegantes'. Comparando as cinco experiências que tive sinto que minha relação com o chá vem melhorando, ou de outra forma, minhas borracheiras tem sido cada vez melhores, e essa última foi maravilhosa!Sinto em mim, e acredito que isso se passa com todos, que minhas borracheiras dizem muito sobre o momento que vivo, de que forma levo minhas coisas e a vida. Elas variam fortemente, em qualidade e beleza, em função do meu momento. E o momento atual que vivo é especial. Além de estar na fase final de meu grupo de Somaiê (grupo BH2), iniciei a dois meses minha formação teórica e prática como somaterapeuta.Vejo a Somaiê como uma técnica terapêutico-padagógica que tem um arcabouço de idéias e teorias que lhe dão forma e conteúdo. Nessa última sessão de ayahuasca minha borracheira foi, de certa forma, experimentar essas idéias e teorias . Mais que isso, também observá-las em mim e nas pessoas.Acredito que o mundo e a vida, o que cada um reconhece como realidade, é uma projeção subjetiva relativa a um histórico de vida. O que eu acredito, o que reconheço como o ato de viver, o que sinto ser real, é o saldo de pouco mais de 26 anos de experências... Experiências! Nessa última borracheira a grande brincadeira foi relativizar essas idéias e teorias, que norteiam a Somaiê e a mim, como o saldo de experiências de homens que criticaram os valores que direcionam a vida humana.Sob o efeito do chá tive no corpo a sensação de ter me separado do mundo e de toda a vida no planeta, como se tivesse me destacado, desgarrado de tudo e todos, vivendo só em mim e tendo como referência apenas o que se passava em mim. Isso me dava a sensação de ser um 'observador' da vida, especialmente a da espécie humana. E dessa posição de 'observador' eu observava, observava o comportamento humano e dele extraia as idéias e teorias de homens que se destacaram assumindo a posição de 'observadores', e que dessa posição eleboraram idéias e teorias que propunham caminhos para que os outros também pudessem se destacar e assumir a posição de 'observadores'.Mais ainda, dessa posição eu podia me observar como 'observador', e dessa observação concluia que essa posição só poderia ser orientada por cinco dimensões, as quatro usuais de espaço-tempo e mais uma que Roberto Freire descobriu ser o tesão, por ele defendido em seu livro Sem tesão não há solução.Sei que muitos poderiam interpretar o que tive como uma experiência transcendental com algo além de nós, divino, espiritual, ou coisa do gênero. Mas sou desse planeta, sou um animal homem e acredito no físico e biológico. E acredito, como já disse, que qualquer interpretação é uma projeção relativa a uma vida de experiências. E é isso o que diz minha vida de experiências.Também acredito que a ayahuasca não me dá nada, não gera em mim nada do que experimento na borracheira. Acredito que ela é uma bebida natural cujas substâncias propiciam a mim, através de processos bioquímicos, a possibilidade de liberar e potencializar o que já existe em mim e o que busco no meu cotidiano, sair do estado de normopatia, na linguagem da Gestalt-terapia, e não ser mais um Zé Ninguém, na visão de Wilhelm Reich. Prefiro assumir a responsabilidade de tudo que se passa em mim como construção minha. E se por meio da ayahuasca tudo isso se clareou, é porquê estou no caminho certo, apesar de ser um caminho sem destino nesse vôo ao infinito desconhecido.Termino com uma bela poesia cantada por Gilberto Gil.
Dentro de si mesmo
Mesmo que lá fora
Fora de si mesmo
Mesmo que distante
E assim por diante
De si mesmo, ad infinitum
Tudo de si mesmo
Mesmo que pra nada
Nada pra si mesmo
Mesmo porque tudo
Sempre acaba sendo
O que era de se esperar
LUCAS - 55º PES (AyA) - Beagá

o negócio tá quente...

LINKS INTERESSANTES nessa contra informação da mídia evangélica e reacionária (proibicionista):

01
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u709924.shtml
21/03/2010 - 11h12
A outra face de Glauco Vilas Boas, líder religioso do Santo Daime
Publicidade
BEATRIZ CAIUBY LABATEANTONIO MARQUES ALVES JR.ISABEL SANTANA DE ROSEespecial para a Folha Online

02
http://colunas.gnt.globo.com/pinkpunk/category/sem-categoria/
Sobre Glauco
qui, 18/03/10
por marcia.tiburi

03
http://blogdonau.blogspot.com/2010/03/morte-de-glauco-villas-boas-dirigente.html
A morte de Glauco Villas Boas, dirigente daimista
sexta-feira, 19 de março de 2010
por Marcelo MercanteAntropólogo, pós-doutorando da USP, pesquisador do NAU

04
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2010/03/22/santo-daime-midia-deturpa-e-agride-historia-da-unica-religiao-genuinamente-brasileira/
segunda-feira, 22 de março de 2010
Santo Daime: mídia deturpa e agride história da única religião genuinamente brasileira
Altino Machado às 6:44 am
POR MOISÉS DINIZ

05
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,entre-o-ceu-e-o-inferno,527023,0.htm
Entre o céu e o inferno
De uso ritual ou como compulsão destrutiva, as drogas pedem um novo paradigma, diz especialista
20 de março de 2010 12h 22

06
http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2010-03-21_2010-03-27.html#2010_03-22_20_58_04-129493890-28
Segunda-feira , 22 de Março de 2010
Ayahuasca é droga?
Três perguntas para Draulio de Araujo e Sidarta Ribeiro, co-autores de pesquisa do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS) sobre efeitos do chá do Santo Daime no cérebro e na mente.

BOA LEITURA...
em breve escrevo sobre como a mídia dessa semana divulga o caso...

assistam

http://www.youtube.com/watch?v=9eWSxwmTUk4

57 º PES (AyA) em Beagá - segunda 29/03/10

dia 29 de março, segunda,
19h Bate Papo
20h Início Sessão
24h Fim Sessão

Taxa - 50 reais (4o chá e 10 espaço) para Novatos e 40 reais para quem já participou dos PES (AyA) (30 do chá e 10 espaço)
www.pesayahuasca.blogspot.com
http://p.e.s.vilabol.uol.com.br

4 depoimentos (tirados do somaie.ning.com)

oi rui! gostei muito das suas fotografias, parabéns mesmo pelo trabalho!
queria te agradecer pela oportunidade também, veio numa hora muito certa, e a liberdade e simplicidade de poder tomar na sua casa, com cobertorzinho, podendo deitar, e ainda mais ouvindo aquelas músicas maravilhosas!

vivi senti e vi coisas muito esclarecedoras quando eu tava de borracheira na sua casa, meu corpo adormeceu enquanto a minha mente vivia como nunca, eu vi o infinito colorido, cheio de luzes, a força maior, ou chame como quiser, a coisa dentro da coisa dentro da coisa dentro da coisa... muitas coisas se esclareceram pra mim, foi mágico!
com certeza vou voltar!
e levar amigos comigo!

mais uma vez muito obrigada!
até mais!
bjo

BEATRIZ F.- 49 PES (AyA) - Maromba

--------------------------------------------

Rui e Natalia,

Queridos, foi um prazer conhecer e fazer nossa primeira experiênca de Ayawaska com vocês!
Escrevemos depois de algum tempo para compartilhar com mais claridade e "digestao" o que foi pra gente esse momento e encontro.

Pra começar eu tive de fato um antes e um depois... realmente foi único e mágico... tive uma grande sensaçao de compreensao do fluir da vida, de viver o agora - o eterno agora -, do constante baile e música, som e movimento que é a VIDA! Me abriu muitas portas internas e senti como que afinidade com a planta (como se nos tivéssemos aceitado mutuamente). Sinto que me ajudou a sanar muitas coisas e a aprofundar meu processo de encontro comigo mesma, com meu ser ou como vocês disseram de alguma forma, com meu deus interno.

Tenho vontade de ter outras experiências com a planta e agora já estamos, eu e Facu, de volta em Buenos Aires. Há algum tempo atrás conheci uma chica daqui que fazia algum ritual com o chá. Além disso, tive uma experiência no Rio à algumas semanas atrás antes de voltar pra cá, em um lugar chamado Arca e através deles talvez também consiga o contato de um casal que faz uso por aqui. Aos pouquinhos estou começando a investigar esse mundo novo que se abriu pra mim.

A experiência na Arca foi totalmente diferente da que tive aí com vocês mas claramente também serviu, de outra maneira, para conhecer alguns aspéctos "desconhecidos" de mim mesma (nunca sao totalmente desconhecidos). As pessoas da Casa tocaram e cantaram desde mantras até músicas devocionais à planta e, com tambores, também se fazia um bailado que nesse dia foi comemorando o dia de Yemanjá, o que fez mover um mundo dentro de mim. Pude entender melhor em mim a questao de movimentar o corpo que o Rui comentou.

TATIANA F.W. - 50 PES (AyA) - Maromba

------------------------------------------------

Oi! Eu queria compartiliar con voseis o que esa noite experimente. Cuando entre en el baño sento (sinto) que perdi mi yo, eu no sabia cual de los dos era: si el que miraba el espejo o el que estaba reflejado (refletido); por unos segundos veia (via) un duende mas no lo veia desde mi. Tambein senti moita pais durante tuda la sesion e sentia como vencia los prejuicios (preconceitos). Senti la fluideis da vida con las musicas que Ruy seleciono y descansaba en la mirada de Tati. Fue una noite en la que me renové y me acerqué (aproximei) a mi ser confiado y pleno. Les agradesco su trabajo y su existencia. Nos vemos pronto (logo).

FACUNDO A. - 50 PES (AyA) - Maromba

--------------------------------------------------

O texto a seguir, é de um relato da minha experiência com o DMT e todas as palavras em “aspas” foi exatamente o que eu escrevi no momento da minha vivencia, ou seja o relato mais sincero que já fiz em toda a minha vida.
Os pensamentos em ritmo com a música falam comigo: “Um não sei, um não sei, um não sei”, confesso que senti vontade de dar um passo atrás, mas esta mesma “voz/pensamento” que dizia coisas sobre mim, me faziam sentir de uma maneira meio inexplicável, que para ficar tudo bem eu PRECISARIA deixar as coisas fluir.
“Controladora, controladora” e eu apenas concordava com a cabeça, “mas na verdade porque não está segura, quer segurar a uma corda”, e ao mesmo tempo engraçado ou não, está era exatamente a minha sensação, e provavelmente pelo mesmo motivo explico o “ um não sei” no começo do texto (a corda que sempre procuro segurar é o meu ego onde até então acreditava me reconhecer, porque quando o motivo se torna eu é um lugar obscuro e muito pouco conhecido, denso, inajustável e por este motivo traz medo e com o medo o ego, ele vai querer entrar e fazer que você não aceite o que está acontecendo e com ele a duvida).
”Como controlar o incontrolável?!”. “ACEITE, DANCE COM A MUSICA” e então foi ai que entrei em comunicação com tudo e nada que eu pudesse perceber alguma coisa em mim, “o pensamento parou de dominar e agora são apenas sensações”, um sentir e um contemplar do agora e da vida, a única e verdadeira vida.
No dia seguinte meu ego ainda existia, mas agora consigo percebe-lo e desvia-lo, e geralmente quando faço isso ainda consigo sentir a mesma sensação de vida em que tive no dia desta experiencia, livre e feliz com o um unico momento, o agora.

RENATA R. M., 24 anos - 56 PES (AyA) - Sampa

Ameaças e legalidade = não existe tráfico de ayahuasca...

Recentemente venho recebendo ameaças paranóicas,
tem gente que anda lendo muito revistas Isto É e Veja,
e aplicado a onda de dedo-durismo,
na paranóica e bode-expiatória guerra-contra-as-drogas.

Mesmo com a legalização da ayahuasca,
tem gente que não entendeu que acabou com isso a possibilidade de tráfico e ilegalidade
no uso e transporte da ayahuasca.

Seja de uma religiosidade restrita a cultos "tradicionais", como a Pesquisas como as minhas,
em que Deus se torna nossa própria percepção do nosso fluir,
a ayahuasca vem sendo usada de forma a satisfazer os grupos e formas sociais variadas de comungar essa bebida.

Deixo aqui um link para um depoimento a CBN de um general, sobre essa questão de quem
e como se bebe a ayahuasca...
Interessante ouvir...

http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Fpaulouchoa_100317&OAS_sitepage=cbn/editorias/policia

Nesse 3° ano de pesquisa, alcancei 182 pessoas e 95 virgens, em 56 sessões pelo Brasil.

Rui Takeguma, Maromba, 17 de março de 2010

Glauco faz a passagem...











Morre o grande Cartunista Glauco. Assassinado junto com o filho..
Era comandante/padrinho da Igreja Céu de Maria (http://www.ceudemaria.org/tracosespirito.html) em Sampa.
LUTO

Ayahuasca em Sampa - 13/03/10

Sessão 56 PES (AyA) - Pesquisas e Experiências Subjetivas Anarquismo Y Ayahuasca Entre Parenteses

dia 13 de março - sábado
12h papo - 13h beber
18h fim e papo

Lapa
(vila romana)

somaie.ning.com
p.e.s.vilabol.uol.com.br