PES (AyA)

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Pesquisas e Experiências Subjetivas Anarkia y Ayahuasca Entre Parênteses

Sessão 29/10/2016 - Os Quatro Compromissos


Bela Sessão, presença do índio Monja Katukina. Haux, haux, haux...
Nenhum novato na ayahuasca.
um âncora (não bebe), mas que não incomoda, pois dorme.... rs

8 Pessoas, 1 âncora

Pesquisa Expressões:






























"Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos."  Orson Welles


Mantemos o TEMA da sessão anterior, pois naquela citei os 4 compromissos mas não desenvolvi o tema.
Dinâmicas que surgem devido a pessoa 'careta' na sessão, somado a falas e conversas que (nesse caso) servem pra afastar/diminuir a borracheira.

O 4 compromissos é uma visão da filosofia tolteca da realidade.

sábado, 29/10/2016 as 20h na Mannaz Morada no Jardim Bonfiglioli

interessados se comunique somaterapia@gmail.com

Valor da Sessão - Primeira Vez no PES (AyA) - 125 reais - Antigos - 100 reais

Desconto pra quem conhece a Mannaz - 100 reais

Mais, desconto? depósito antecipado até dia 28 (detalhes por e-mail)




“A afeição ainda resolverá os Problemas da Liberdade; Aqueles que se amam Tornar-se-ão invencíveis.”  Walt Whitman




ANTES da Sessão, acontece uma sessão de SOMA-EU. 
http://soma-eu.blogspot.com.br/2016/10/vivencia-de-soma-eu.html

Carta aberta dos Povos indígenas do Acre sobre Conferência Mundial da Ayahuasca

Carta aberta dos Povos indígenas do Acre sobre Conferência Mundial da Ayahuasca

22 de Outubro de 2016
CARTA ABERTA DOS POVOS INDÍGENAS DO ACRE – BRASIL À CONFERÊNCIA MUNDIAL DA AYAHUASCA (nixi pae, huni pae, uni pae, kamarãbi, kamalanbi, shuri, yajé, kaapi…)

Nós,  abaixo-assinados,  presentes nesta Conferência,  pertencentes aos povos indígenas Yawanawa, Shanenawa, Jaminawa, Huni kui, Apurinã, Manchinery, Katukina, Nukini, Puyanawa, Ashaninka, Madja, Jamamadi, Nawa, Shawãdawa, Apolima-Arara, Jaminawa-Arara e Kuntawa, presentes no Estado do Acre e Sul do Amazonas desde nossas ancestralidades, somos 17 povos indígenas de 36 terras indígenas reconhecidas pelo governo federal, falantes das línguas Pano, Aruak e Arawa, perfazendo uma população estimada em 23.000 indígenas, os quais estão distribuídos em aproximadamente 230 aldeias. Vale lembrar que tais terras estão situadas em 11 dos 22 municípios acrianos.

A II WORLD AYAHUASCA CONFERENCE foi realizada na cidade de Rio Branco-AC entre os dias 17 a 21 de outubro de 2016, tendo como objetivo maior: “promover um espaço de diálogo, partilha e aprendizagem, sinergia e colaboração, no respeito pela diversidade cultural das tradições da ayahuasca”.

Isso ficou evidente a partir do momento em que se constituiu a primeira Mesa, na qual já ficou perceptível qual seria o tom geral do Evento. Nesse primeiro momento, já se verificou que não seria dada condição de amplo debate e participação dos indígenas, tanto dos palestrantes, como da plenária, e percebeu-se que seria este o tom geral da Conferência.

Assim sendo, vimos manifestar nossa insatisfação para com as questões a seguir:

A I Conferência Internacional, que aconteceu em Ibiza, na Espanha, não contou com a participação ampla dos povos indígenas que são os verdadeiros detentores desse conhecimento, posto que na mesma estiveram presentes apenas dois Huni Kui.

Não foi repassado aos povos indígenas nenhuma informação oficial das discussões realizadas nesta primeira Conferência, nem dos encaminhamentos procedidos na ocasião.
Acreditamos ser questionável o próprio nome dado ao evento, “Conferência da Ayahuasca”, uma vez que ele é genérico, e não contempla as diferentes designações dadas por cada povo. Note-se que, um nome, não é apenas “o nome”, uma vez que a ele estão atrelados conceitos simbólicos de suma importância cultural e espiritual para cada um dos povos que faz uso dessa bebida. E bom lembrar também que não estamos conferindo nada acordado anteriormente com qualquer povo indígena.
Ainda que este evento conte com maior número de participantes indígenas, não estamos nos sentindo realmente parte de sua criação e organização.

O formato das mesas também não nos contempla, uma vez que a duração dessas mesas não dá espaço para o debate necessário. Não houve tempo para os palestrantes expressar o que haviam se preparado para dizer, nem houve tempo para debater. Entendemos que o formato do evento é ‘acadêmico’, mas acreditamos que o evento deveria ter compreendido que a maior parte dos participantes não são oriundos do meio acadêmico, e, sequer o assunto da conferência é acadêmico, visto que a Ayahuasca não se restringe a um tema científico, mas fala de identidade, saber, ritual, sacralidade, cultura, vivências e práticas milenares. E entendemos que a Academia deveria considerar e contemplar essas especificidades, e não impor o seu formato.

Nós indígenas não fomos convidados a participar de muitas das mesas, a despeito do fato de que os temas debatidos eram de interesse dos indígenas.
As mesas estão acontecendo de maneira simultânea, o que impede a participação ampla das pessoas, que precisam escolher qual das palestras assistir.

Encaminhamentos

Por meio de um diálogo majoritariamente indígena, nós participantes desta Conferência não tomaremos nenhuma decisão relacionado aos assuntos abordados neste evento, sobretudo, aqueles de caráter mais relevante, sem antes de:

a) promover a realização de encontros indígenas em que se faça presente todos os detentores do conhecimento das plantas (cipó e a folha) com as quais se prepara a bebida sagrada que está sendo chamada de Ayahuasca, com a presença das instituições responsáveis e envolvidas na discussão de patrimonialização.
b) discutir melhor o assunto sobre patrimonialização, pois durante sua abordagem fragmentada ocorrida na conferência, não ficou claro para os povos indígenas o que significa isso na sua essência.
c) fazer um Grupo Técnico (GT) sob a coordenação e orientação dos indígenas para a realização de consultas em respeito aos detentores do conhecimento sobre a Ayahuasca e ao Decreto nº 5.051, de 19 de abril de 2004, que diz que o Brasil deve respeitar a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho – OIT, e consultar as comunidades indígenas antes das obras (prévia), da forma que as próprias comunidades escolherem para ser consultadas (livre) e ainda tem que levar todas as informações que existem sobre o empreendimento (informada).
d) constituir um conselho ético para discutir o assunto da origem e definir critérios sobre o uso e a patrimonialização da Ayahuasca, e a partir dessa perspectiva e entendimento, realizar reuniões com as igrejas e demais segmentos que utilizam essa bebida sagrada, diante disso, poderemos apresentar nossa posição sobre os assuntos.
e) Requeremos a garantia de participação dos povos indígenas dos demais estados brasileiros que fazem uso da bebida sagrada na discussão sobre a patrimonialização;
f) Requeremos, ainda, o direito de deliberação, participação e planejamento do que acontecerá nas próximas Conferências Mundiais da Ayahuasca, a partir da próxima que está previsto a realizar-se em Tóquio no Japão. Requeremos também a participação igualitária em todas as mesas de debate no âmbito do evento;
g) Requeremos, por fim, que as Conferências Mundiais da Ayahuasca e os órgãos públicos e privados que discutem o tema reconheçam as tradições de uso, de cura e de preparo dos líderes espirituais dos povos indígenas.
Por fim, reafirmamos que estamos dispostos a colaborar em todos os processos para os avanços das discussões para o uso e o Direito da consagração da bebida por toda a humanidade.

Rio Branco, Acre, 21 de outubro de 2016.

2ª Conferência Mundial da Ayahuasca - Rio Branco no Acre por Paulo Cabral

vamos postar aqui, fotos e informes feitas pelo jornalista PAULO CABRAL. Veja também a 

Carta aberta dos Povos indígenas do Acre sobre Conferência Mundial da Ayahuasca.

(PAULO CABRAL, é jornalista há 20 anos com grande experiência na cobertura internacional. Atualmente é correspondente no Brasil da CCTV News, o canal internacional de notícias em inglês da TV chinesa. Já foi correspondente da BBC News no Brasil e da BBC World Service em Washington DC (EUA) e no Cairo (Egito) além de apresentador, em Londres, dos programas em português de rádio da emissora britânica. Também foi âncora na Rádio BandNews FM e repórter do jornal O Estado de São Paulo e da Agência Folha.
texto e foto sobre Paulo deste LINK)



18.outubro.2016

01 -

Começou bem interessante. No primeiro painel que ví, o neurologista Dráulio de Araújo (Instituto do Cérebro da UFRN) fez uma apresentação muito interessante sobre "Efeitos agudos, subagudos e anti-depressivos da ayahusca", mostrando que pesquisas preliminares indicam impactos muito positivos do chá no tratamento de quadros depressivos. Em um dos estudos, os pesquisadores reuniram um grupo de 29 pacientes com depressão e administraram Ayahusca a 15 deles e um placebo a outros 14. Isso foi feito porque, segundo Dráulio, via de regra placebos tem efeitos positivos em 60% dos pacientes de depressão e portanto era importante saber o que era de fato o efeito do chá. Os estudos (iniciais) foram bem promissores: a redução na depressão foi bem mais signifcativa em quem bebeu o chá de verdade. Na foto com o gráfico que tem as linhas azul e vermelha representa-se a redução nos graus de depressão de quem recebeu a ayahuasca e de quem recebeu o placebo, que foi mais pronunciada em quem bebeu o chá.
Depois falou o psiquiatra Luís Fernando Tófoli (Unifesp) apresentando "O uso terapêutico da Ayahuasca e seus dilemas ético científicos" no qual apresentou dados muito interessantes sobre o uso do chá no tratamento do "uso problemático de drogas" (nas palavras dele). Os resultados apresentados por ele foram de modo geral bem positivos mas Tófoli fez também uma advertência que deu o que pensar: é necessário tomar cuidado para que não se apresente a ayahuasca como uma nova "pílula mágica" - um Prozac xamânico - que venda a ilusão de que os problemas como depressão e dependência muitas vezes "criados pelos modos de vida ocidentais podem ser resolvidos apenas com um remedinho.





02 -

Na Primeira Conferência Mundial da Ayahuasca - realizada dois anos atrás em Ibiza, na Espanha, foi criado o "The Ayahuasca Defense Fund", uma organização que se dedica a estudar sobre e militar pela legalização do chá ao redor do mundo - e também a auxiliar e defender pessoas ou grupos que enfrentem problemas na justiça por conta do uso ou distribuição do vegetal. Um espanhol membro do grupo disse que no país dele cerca de 40 pessoas foram detidas e processadas desde 2010 por questões relacionadas à ayahuasca. Bom saber que este grupo existe...

http://ayahuascadefense.com/


03 -

“Expansão Global da Ayahuasca: Questões filosóficas e políticas” foi o tema de Kenneth Tupper, pesquisador canadense - PhD pela Universidade de British Columbia - que vem estudando, principalmente, como os governos ao redor do mundo podem responder à popularização da ayahuasca e ao número cada vez maior de pesquisas mostrando os benefícios terapêuticos do vegetal e de outros enteógenos.
Tupper falou na necessidade de regulamentação para que a ayahuasca possa ser usada legalmente mas também levantou aspectos “problemáticos” que podem surgir disso. “Imaginem, por exemplo, que se crie um padrão internacional para definir o que é ayahuasca. Com isso seria possível comercializar o chá e talvez algumas pessoas começassem pesquisas para modificações genéticas que criem o chá com está ou aquela potência. Talvez se acabem criando mercados na bolsa de futuros para vender o cipó e a chacrona. Ou seja, existe o risco de um processo de colonização como já aconteceu com outras plantas.”
Tupper também disse que os cientistas vêm enfrentando grandes dificuldades para pesquisar a ayahuasca porque há diversos elementos no uso do vegetal que não cabem no método científico. “Cientistas precisam de coisas que elas possam mensurar objetivamente e com a ayahuasca isto é muito difícil. Há pesquisadores que criaram, por exemplo, pílulas com base ayahuasca, que podem então ser medidas e administradas em doses cientificamente controladas. Mas até que ponto tomar uma pílula é a mesma experiência de beber o chá? Não há o impacto imediato do sabor, por exemplo… É importante ver até que ponto a introdução do método não modifica o próprio objeto da pesquisa."





19.outubro.2016

04-

A SUSTENTABILIDADE na produção do vegetal foi o tema deste painel na Conferência Mundial da Ayahuasca. O grande problema é que com a popularização do chá e o grande aumento de sua produção - sem contar o desmatamento por outros motivos - o cipó e a chacrona vêm se tornando cada vez mais escassos na natureza. O engenheiro florestal Thiago Martins (falando na foto de baixo) relatou que só em 2010 o Acre estabeleceu uma regulamentação para a extração das matérias primas do chá, seguido por Rondônia em 2015. “Já está muito mais difícil encontrar o cipó na natureza. A escassez já é um problema. É essencial que as entidades que queiram distribuir o chá também entendam a importância do plantio do cipó e da chacrona”.
O pesquisador peruano Carlos Suares - da cidade de Iquitos, considerada a capital mundial do "turismo xamânico" - disse que há por lá pelo menos 40 centros que distribuem o chá, nem todos sérios e alguns cobrando até US$ 400 por noite (incluindo sessão de ayahuasca e alojamento). “Com toda a extração do cipó, seu preço triplicou nos últimos 6 anos. Hoje custa US$ 50 pela saca, o que dá mais ou menos US$ 1,50 por quilo."
Também falou neste painel o etnofarmacologista americano Dennis McKenna (foto de cima), irmão do conhecido pesquisador da psicodelia Terence McKenna. Dennis fez uma apresentação sobre Hipótese Gaia, que considera toda o planeta Terra como um organismo vivo que busca seu próprio equilíbrio. Segundo ele, a Hipótese Gaia é muito consistente com a idéia de que plantas como as usadas no preparo da ayahuasca tem uma “inteligência” própria que dialoga com o planeta. “Veja como a ayahuasca está conseguindo se espalhar pelo mundo. É ou não uma planta inteligente?”.





20.outubro.2016

05 -

A TAXONOMIA DO VEGETAL - Há cinco laboratórios na Universidade de Brasilia pesquisando os diversos aspectos dos cipós utilizados na preparação da ayahuasca. A bióloga Camila Behrens é uma das responsáveis pela pesquisa que busca fazer a taxonomia destas diferentes variedades. Nesta etapa da pesquisa, eles foram a campo ver os tipos de cipó plantados, colhidos e utilizados por entidades religiosas ayahuasqueiras no Distrito Federal e arredores. Chegaram a 14 variedades e conseguiram coletar exemplares e classificar 10 delas. Neste álbum reproduzo os slides (em inglês) que ela apresentou na 2a Conferência Mundial da Ayahuasca com os principais resultados da pesquisa. Achei bem interessante.















Sessão em 16/10/2016

16 de Outubro de 2016 as 20h - Lua Cheia 
 Sessão de Ayahuasca em São Paulo

Casa perto do Instituto Butantã (endereço pra quem confirmar presença - somaterapia@gmail.com)

Nessa volta das Sessões Temáticas, falaremos sobre a filosofia TOLTECA. (não houve a explanação do tema)



Valores NOVOS a partir da Primavera de 2016. 

100 reais antigos e 125 a primeira vez no PES (AyA)

Mas pra quem depositar antecipadamente (até dia 12/10, quarta-feira), os valores caem (considero que estão usando o TESO)

80 reais pros antigos e 100 reais a primeira vez.

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6 pessoas - com 1 Virgem de ayahuasca e 1 âncora (não bebe, só acompanha a sessão)





Pesquisa Expressão: