PES (AyA)

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Pesquisas e Experiências Subjetivas Anarkia y Ayahuasca Entre Parênteses

Rita Lee e a ayahuasca

Autobiografia - Rita Lee Ay ay ayahuasca Chegando em casa do Midem, minha primeira aventura fora do país, disseram que voltei inglesada tipo “Ái sêi tomêito, iú sei tomáto”. Britanizei meu americanês para escárnio geral. O tempo passa em fastfoward na minha cabeça e me localizo pouco antes da participação dos Mutas em outro festival da Record. Não lembro exatamente qual visitante chegou no qg Bahia na avenida São Luís trazendo um garrafão de chá de ayahuasca. Descreveu as maravilhosas curas da alma que o santo remédio realizava, só não mencionou o vômito colateral nem considerou que tomar tal chá numa baita city feito São Paulo seria ótima receita para uma baita bad trip. Também não lembro quem tomou ou não tomou, só sei que eu tomei. Depois de botar as tripas pra fora, tive a brilhante ideia, talvez teleguiada pelos espíritos do povo das florestas, de sair às ruas de São Paulo. Andei apenas um quarteirão, o que deve ter durado umas quatro horas, e cheguei ao reino encantado da praça da República, para então me unir de corpo e alma ao caos urbano metamorfoseada de índia Jupira. O que aconteceu comigo nas dez horas seguintes, não sei, se fui devorada por transeuntes canibais ou transportada para a selva Amazônica numa tribo de pigmeus. Lembro de miraculosamente “acordar” no casarão da Joaquim Távora agradecida pela competência do meu Anjo da Guarda, que evitou minha prisão ao entrar no laguinho de carpas. Acredito que se tivesse tido uma bad trip de ayahuasca na praça da República, não estaria viva para contar. Nunca mais quis ver o santo-daime pela frente. Pelo menos não no centrão de São Paulo.

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Meu comentário - a bad da Rita deve ter se dado mais por não ter músicas junto à experiência, pelo fato de estar em Sampa.... rs

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